Há momentos em que me sinto numa ilha, ou, a própria ilha, onde apenas a dor tem acesso.
O que fazer quando não há nada a fazer?
Nem uma música consigo escutar, sem que a dor da saudade aumente a cada frase, a cada nota. Onde a falta, a ausência do outro, aumenta a falta e a ausência de mim mesma. Onde a oração fica impossiblitada, uma vez que não devemos questionar o inquestionável. E sigo lutando, contra os pensamentos, contra as dificuldades materiais, contra o desejo de parar e descansar, conra a fraqueza, que chega cada vez mais perto, contra mim mesma...afinal, fui educada, e eduquei os meus filhos, pra vencer, nao se bater. E a "capa" de super-mãe, super-mulher, super-tudo, não pode envergar.
Choro, penso, lastimo, e chego a conclusão que não há saída. Ao menos por enquanto! Talvez a solução, por agora, seja o simples click do controle remoto.
Pronto, diminuí a intensidade da dor, agora vou tomar um cházinho, na esperança e na torcida, de que em breve eu consiga ser capaz de ações simples como ouvir uma boa música, sem que a dor seja maior do que o prazer, sem que a alegria de viver seja menor do que a saudade.
Ah, já arrumei a capa e já a coloquei novamente. Para o alto, e avante!!!!!!
(Mesmo com os olhos inchados, o cabelo por pintar, as unhas arrebentadas, me sentindo o cocô do cavalo do bandido, mas, ninguém tá vendo.....kkkkkkkkkkkkkkk).
