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2 de abr de 2012

CARTA A UM FILHO

Sábado passado escrevi essa cartinha, e resolvi publicar hoje.

Meu filho, resolvi repetir tudo o que eu te disse(bem típico de mãe, a repetição), agora através da escrita, e PUBLICAMENTE.
Talvez me ouvindo falar - voz de mãe é chata mesmo - você bloqueie a maior parte do bla bla bla.
Quem sabe, alguém lê, e com uma outra visão, consiga convencê-lo de que isso não é apenas "papo de mãe".

Vou torcer por isso!!

Vamos lá.
Já te disse inúmeras vezes, que, não se desespere quando não conseguir que os seu desejos profissionais se realizem de imediato. Sabemos que as dificuldades serão triplicadas, pelo simples fato de ser filho de quem é.  Vemos casos em que, ser filho de um grande profissional conta pontos a favor. Seria a lógica. A racionalidade, nos encaminha pra esse pensamento. No entanto, quando se tratava do seu pai, nunca existiu muita lógica, né mesmo? Sempre muito cobrado, e em muitas das vezes ele estava errado mesmo, mas nem sempre! Entretanto, competência e dedicação nunca lhe faltaram. E nem te faltam também.
Se você não tivesse futuro nessa profissão - assim como ele te fez enxergar que ser jogador não era a sua praia- ele teria te feito desistir do sonho de ser um Treinador de Futebol. Com ele não tinha meias palavras.

Tudo tem o seu tempo, a sua hora. Tempo terreno e tempo celestial, por assim dizer.

Da mesma maneira que ele estendeu a mão pra tantos profissionais - alguns nem profissão tinham mais- e ele ensinou uma - alguém, que ele talvez nem tenha ajudado, poderá te dar uma oportunidade pra você provar que também tem capacidade e tem paixão pelo futebol.
Que, apesar da pouca idade, tem vivência, experiência, que muitos profissionais mais velhos talvez não tenham. Você foi aluno da UFMS (Universidade Federal Maurício Simões), e por ser filho, "estudava" em tempo integral. Via os erros e os acertos do Professor, quase 24 horas por dia.
Aproveito pra reiterar o meu conselho: não esqueça dos acertos, e principalmente dos erros por ele cometidos. Você não terá o "direito" de repeti-los. Seja humilde sem ser capacho, tenha suas opiniões, mas saiba compreender quando a dos outros é a mais correta naquele momento.

Muita gente vai tentar te impedir. Direta, ou indiretamente. Podem até tentar fazer, você mesmo, acreditar que não é capaz. Não dê ouvidos! E, se esse não for o caminho que o Senhor tem traçado pra você, Ele mesmo te dirá. Estamos de ouvido, alma, e coração, abertos.

Ser filho de Maurício Simões, Rei do Nordeste, Papa-Títulos do Nordeste,  NÃO TE CONFERE capacidade, garra, paixão, amor, dedicação à profissão, ou o cargo de Treinador. Contudo, NÃO CONFERE A IMPOSSIBILIDADE DE SER, E DE TER TODAS ESSAS QUALIDADES!!!

Da mesma maneira que sempre acreditei e apoiei em tudo, o seu pai - mesmo quando muitos lhe viravam às costas - estarei também sempre pronta pra te apoiar. Inclusive pra dizer verdades que você não gostará de ouvir, assim como ele não gostava. Mas, ouvia!

Temos a honra e o orgulho de ser a "Família Maurício Simões", e essa família sempre esteve, e sempre estará pronta pra enfrentar qualquer dificuldade, procurando não se abater. Sempre com o olhar no que de bom vai acontecer.

O tempo é o do Senhor. As oportunidades são as do Senhor, dadas por Ele, através das pessoas. Não vamos desanimar!

Te amo, filhote.




20 de mar de 2012

AS VÁRIAS FACES DO FUTEBOL

Olá amigos, após uma pausa cá estou....

Ontem postei um texto na página do Face de Maurício. Uma pequena amostra da minha revolta e indignação com relação aos chamados "Cartolas" do futebol. E decidi postar aqui no nosso blog.

Já é do conhecimento de todos a maneira pela qual alguns "cartolas" comandam as suas entidades. Não é essa a novidade. A novidade pra mim é que o que pedi, e me foi negado por alguns, foi nada mais, nada menos, do que a confirmação da passagem de um trabalhador numa empresa.  Apenas isso!! Não se trata de um ex-funcionário de clube pleiteando seus direitos em um tribunal.

Essa atitude mesquinha de alguns dirigentes - como toda regra, há exceção, óbvio! - apesar de ser um fato, não deveria mais ser encarada como normal. Calma, calma, já explico:
Claro que eu sou uma pessoa realista, consciente, madura, inteligente, pra entender que não existe papai noel, fada, nem gnomo, e que essa é uma prática do futebol. Eu sei muito bem disso! Não estou querendo "moralizar o mundo do futebol". Nem tenho capacidade para tal. Porém, também sei que seria perfeitamente possível ter um pouquinho mais de consciência,  boa vontade, compaixão e acima de tudo, honestidade!

O futebol, aliás, o esporte de uma maneira geral, move e gera paixão, move e gera riqueza, move e gera vaidades, literalmente alimenta milhares de pessoas. Tenho conhecimento e consciência das dificuldades que um clube enfrenta pra se manter. Maurício já passou por vários desses, onde comprava de água até alimentação. Mas, também sei que se não houvesse lucro algum, jamais existiria tanta disputa pra se chegar a presidência da entidade. Não venham me dizer que é tudo por amor, por abnegação. Pra isso já existem até os chamados "Abnegados". É claro que existe prejuízo, mas também existe lucro.

O que eu estou tentando trazer à tona é tão somente uma necessidade de repensarmos a forma como aceitamos tudo quanto é errado como se fosse normal, simplesmente porque "faz muito tempo que é assim", ou, porque "todo mundo age assim". Então, não teríamos conhecido a Lei Áurea (sei que ainda há muito o que mudar quanto ao preconceito), nós mulheres continuaríamos sem votar, a ditadura estaria batendo à nossa porta, a Lei Maria da Penha  não existiria, e tantas outras mudanças não teriam acontecido.

Vivi quase 30 anos nesse meio e sou fascinada como tudo é efervescente!! A luta constante por vitórias, o trabalho diário, o amor, a paixão de torcedores de todas as idades, a rivalidade, a alegria de um gol, o choro e o desespero de uma derrota, o envolvimento da família, a oportunidade de novas amizades. As negociações, o "drible" que alguns atletas dão em clubes, indo para o rival. As críticas da imprensa, por vezes justas, outras nem tanto. Tudo isso faz do esporte, e especificamente do futebol, um mundo fascinante pra quem se envolve com, ou é envolvido por ele.  É emocionante!!!

Esse é o lado positivo, que faço questão de aqui ressaltar. Não quero optar pela amargura de saber que Maurício teve o direito negado por dirigentes de clubes. Quero exaltar tudo o que foi vivido. As verdadeiras amizades conquistadas, os lugares que conhecemos, as dificuldades que nos fizeram seres humanos capazes de conviver equilibradamente - tanto com a fartura quanto com a escassez -, as oportunidades dadas em diferentes níveis, a diversas pessoas, e jamais esquecer dos erros cometidos nessa caminhada pra que não venham a ocorrer novamente.

Me sinto abençoada pela oportunidade que tive, de conviver "no mundo da bola". 


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