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15 de ago de 2014

Compaixão pelos outros, mas não por você?

Já ouvi muita gente dizer:

- Não sinta pena de você. Vá à luta!!

Ora, se somos "ensinados" ao longo da vida a ter compaixão do próximo, porque não ter compaixão de você mesmo? Qual o problema? O que não devemos, até podemos, mas não é saudável, é ficar congelado por essa compaixão, sem lutar pra sair dela.

Vejo muitos "filosofeiros", muitos "psicólogos da vida alheia", falando, falando, sem experiência de vida.
Gente que nunca precisou dormir com fome, nunca viu baixar ao túmulo alguém a quem amava, nunca morou de favor na casa de alguém, nunca viu um filho, um pai, ou um marido jogado na rua, ou entregue ao vício, seja ele qual for.

Depois que você passar por alguma dessas coisas, aí abra a boca e diga o que quiser. Mas com propriedade!

18 de fev de 2012

TEMPO....UM PARADOXO

São quatro meses sem a sua presença física.

Desde ontem que não me sinto bem.....
O que me fez compreender que, inconscientemente, algo dentro de mim estava atento à data.

Após a sua partida, Ainho,   encontro-menum turbilhão de sensações. Parece que o tempo não passa, e parece que já passou um século!

Eu ouço a sua voz. Seja reclamando, me pedindo alguma coisa, ou seja me dizendo: te amo, amor .

Eu sinto falta do seu cheiro, ao mesmo tempo em que sinto o seu perfume. Sinto a sua presença, muitas vezes você parece estar dentro de casa, ao mesmo tempo em que parece que um buraco se formou com a sua ausência. Procuro olhar a sua foto, ao mesmo tempo em que sequer consigo encará-la por segundos. Quero lembrar de momentos alegres, e ao mesmo tempo procuro tirar todo e qualquer pensamento que me conecte a você, porque isso me faz sentir uma dor quase física.
Eu sinto falta de tudo! Sinto tanta falta, mas não posso me entregar a esse sentimento, porque nossos filhos, apesar de adultos, ainda precisam de mim. E eu preciso lutar porque não temos mais você pra nos prover, e proteger. E o mundo, Ainho, tem sido bem do jeitinho que você imaginava que era:
lento na compaixão, rápido no esquecimento, cruel com aqueles que nada têm a oferecer, e com uma memória muito fraca diante de tudo o que você fez como profissional, e como ser humano.
Se existisse a possibilidade de você ouvir esse meu relato, tenho certeza absoluta que me diria como resposta: - É a vida, amor.  Normal!!!

E tentando pensar como você, eu sigo nessa caminhada. Sempre na companhia confortadora de nossos filhos, alguns amigos que permaneceram, e principalmente, nos braços do Nosso Pai Todo Poderoso. Que me conforta, que me dá forças, que me permite chorar quando já não aguento mais, que renova as minhas esperanças, quando fraca e debilitada estou, e que me faz lembrar que se eu fiquei é porque a minha tarefa ainda não foi cumprida. Obrigada Senhor!

Que o Senhor continue me dando forças pra suportar a dor da tua ausência, capacidade pra cumprir o meu papel de mãe e provedora, e resignação pra aceitar àquilo que não posso mudar.

Agradeço a Deus por ter me dado a capacidade de sentir o amor, na verdadeira expressão da palavra. Um amor capaz de deixar partir, quando o amado assim o quis, e de perdoar e aceitar o seu retorno. E é esse amor que vou levar comigo até o momento de reencontrá-lo, se for essa a vontade do Senhor.

Te amo, Ainho.



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