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10 de ago de 2012

Como seria, se não fosse?

Sábado, 11 de Agosto de 2012, você estaria completando 49 anos, amor, mas o Senhor permitiu que você saísse  antes da festa.

Tenho milhões de motivos para estar triste. Mas por amor a você, pra honrar a sua filosofia de vida, vou optar por lembrar da comemoração do ano passado, quando a felicidade estava estampada em seu rosto. 
Nesse momento um amor imenso reveste cada

18 de jun de 2012

"POETIZANDO" A DOR


Quando a dor nos é insuportavelmente dolorida, extrapolamos o senso do ridículo, e sem quaisquer amarras vomitamos tudo o que vai na nossa alma.  

Peço perdão por esse descontole, e coloco em palavras o que corrói todo o meu ser.

  ENGANARAM-ME...

Enganaram-me quando disseram que:

Na vida tudo passa,

Que podemos recomeçar;  é uma farsa.

Que o tempo é o senhor da razão.

Quando não disseram que para o trem da saudade não existe estação.

Quando disseram: - Não se preocupe, nós estaremos ao seu lado!

Quando não disseram que isso seria apenas um acaso...

O que não me disseram, e, portanto, não me enganaram, é que é impossível esconder o meu amor e a minha saudade, num belo vaso.

Núbia Simões


Ainho, 18.10.11 - 18.06.12

 

17 de mai de 2012

UMA ILHA

Há momentos em que me sinto numa ilha, ou a própria ilha, onde apenas a dor tem acesso.


O que fazer quando não há nada a fazer?
Nem uma música consigo escutar, sem que a dor da saudade aumente a cada frase, a cada nota. Onde a falta, a ausência do outro, aumenta a falta e a ausência de mim mesma. Onde a oração fica impossibilitada, uma vez que não devemos questionar o inquestionável. E sigo lutando contra os pensamentos, as dificuldades materiais, o desejo de parar e descansar, a fraqueza - que chega cada vez mais perto - contra mim mesma... Afinal, fui educada, e eduquei os meus filhos, pra vencer, não se bater. E a "capa" de super mãe, supermulher, super-tudo, não pode envergar.

Choro, penso, lastimo, e chego a conclusão que não há saída. Ao menos por enquanto! Talvez a solução por agora, seja o simples click do controle remoto.
Pronto, diminuí a intensidade da dor, agora vou tomar um chazinho, na esperança e na torcida, de que em breve eu consiga ser capaz de ações simples como ouvir uma boa música, sem que a dor seja maior do que o prazer, sem que a alegria de viver seja menor do que a saudade.

Ah, já arrumei a capa e já a coloquei novamente. Para o alto, e avante!!
(Mesmo com os olhos inchados, o cabelo por pintar, as unhas arrebentadas, me sentindo o cocô do cavalo do bandido, mas, ninguém tá vendo.....kkkkkkkkkkkkkkk).


3 de fev de 2012

TUDO POR CAUSA DE UM WAFFER...



Estava aqui, tentando estudar um pouco na net, quando me bateu uma vontade louca de comer um waffer. E foi comendo esse biscoito que o gatilho da minha memória disparou.

Lembrei dos dias em Minas Gerais,  na casa da minha louca irmã, Lica, em que passávamos a tarde comendo essa delícia.
E me deu uma vontade enorme de estar lá, sentindo aquele cheirinho de mato, já que o condomínio fica próximo a uma reserva, tomando um café delicioso, e dando muita risada. Porque é impossível ficar perto dela e não rir...

É estranho termos uma ligação tão grande, porque nos conhecemos apenas quando tínhamos entre 33, 35 anos de idade.  Assim que nos vimos nos conectamos, e é assim até hoje. Nunca brigamos, embora discordemos de algumas coisas. E isso não quer dizer que não tenha conexão, com meus outros irmãos(6 entre irmãos e irmãs).
Quando eu nasci, segundo me contam, fui "doada" a uma família que era amiga do meu pai biológico. A minha mãe biológica refuta essa versão. Diz ela, que eu fui doada sem a sua permissão. O que eu acho difícil mas, respeito a versão dela dos fatos.
Às vezes fico imaginando como seria ter muitos irmãos. Imagino que rolariam umas brigas. Porque quando meus filhos eram pequenos chegavam ao ponto de brigar pelo vento que saía do ventilador. Imagine só!

Pois bem, este simples biscoitinho me deixou com saudades de vários momentos da minha vida:
Dos filhos pequenos, com suas gracinhas, do dia em que minha filha Jessica raspou a sobrancelha, e quando cheguei com a Lica, foi nesse período que nos conhecemos, a menina com uma sobrancelha inteira e a outra quase sem nada. E ainda por cima pintada com um lápis preto, que a prima mais velha fez o favor de usar pra tentar disfarçar! E haja choro, haja risada, haja FREJE (risos...risos...mais risos...).
Saudades até, pasmem, de quando ensinava a tarefinha ao meu filho Caio, com o chinelo em cima da mesa, ao lado do caderno. Você deve estar me achando uma jararaca, né? Mas eu não era não. Um "sargentão", eu até concordo. Eu tinha que usar desse expediente, gente!  A figura me dava 10 respostas com uma cara tão cínica, que eu me controlava pra não rir,  menos a resposta correta!  O chinelo, claro, "cantava" alto. Já Pablo, o mais velho, com 10 anos, no máximo, corria dentro do apartamento, fazia abdominal, circulava entre uns cones, usados pelo pai pra fazer trabalhos físicos com os jogadores nos treinos, tudo isso porque ele achava que estava gordo.  Foi isso mesmo, que você leu: ele achava que estava gordo!!! Nem na orelha ele tinha gordura. 

E muitas vezes eu tive que deixar essa "gang" sozinha. Porque a secretária resolveu ir embora, ou resolveu não vir trabalhar, e eu, tinha que comparecer ao meu trabalho, óbvio!!
Apenas os três.... Saíam da escola, em Boa Viagem/Recife, com um trânsito louco. E aí vem a cena, hoje hilária, mas na época foi motivo de muita briga entre e eles, e briga quando me contavam:
Pablo vinha na frente, passos apressados, um verdadeiro ligeirinho. Anda assim até hoje. Caio, atrás, distraído com tudo e com todos, arrastando a sua mochilinha de rodinhas.Tudo era motivo pra ele não fazer o que tinha que ser feito!! TUDO. Do homem no sinal vendendo manga, ao bombeiro do posto de combustível. E jessica, toda melosa, atrás dos três. E cada um que reclamasse da atitude do outro....

E quando chegavam em casa, depois de tomar banho e almoçar, nem sei bem quem tomava banho, cada um ia limpar o seu "pedaço" da casa.  Na hora de lanchar eles me ligavam, e aí a minha amiga Bella, quando o telefone tocava que diziam que era pra mim, já tirava onda comigo dizendo: "Mainha, posso comer um biscoito? Posso abrir um danone?" Por que era exatamente pra isso que eles ligavam. Pra pedir autorização! Ou então pra "denunciar" o malfeito de alguém. E a sargentona colocava de castigo por telefone! É minha filha, era trabalho em jornada, dupla, tripla! E hoje eu escuto dizer: " A senhora não tem qualificação". Quer qualificação maior do que essa??? E era sozinha, porque o marido vivia trabalhando pelo mundo afora.

Ê laiá, era duro pra caramba, um estresse gigante, mas hoje senti uma saudade enorme de tudo isso!!

Um resto de tarde e uma noite, recheadas de recordações pra vcs, meus amigos.

Bjssss



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