06/02/2012

FRAGMENTOS DE VIDA - Furdunço nas Oropas

Pensando o que iria escrever hoje, lembrei-me de um fato que aconteceu em Portugal.

Por volta das 21:00 H, saímos da cidade de Vila Nova de Famalicão, onde residíamos, com destino à Cidade do Porto. Maurício, eu, dois jogadores com as suas respectivas esposas, e mais um jogador que estava sozinho no país. As crianças deixamos com o preparador físico, que não demonstrou interesse em ir conosco. Sorte dele.....

Bem, chegamos à cidade. Era a minha primeira vez. Achei tudo muito bonito!!!  Nos dirigmos a uma boate, bar, ou sei lá o que era aquilo. Ficava no subsolo de uma galeria.  Fomos por indicação do tal jogador, que estava sozinho, se não me engano ele era do Maranhão. Mas isso não tem relevância. Fato é, que, chegamos e conseguimos uma mesa.  Era um lugar muito pequeno, lotado, e com apenas uma saída. Visualizaram?  E, começa a noite. Antes nao tivesse nem começado....

Todo mundo animado! Ainho, falante como sempre, com o seu sotaque carregado recifense/sertanejo, muitas risadas, os portugueses olhando meio "de bandinha" pra gente. Porque, vocês hão de concordar, que  brasileiro é expansivo mesmo! Às vezes até mal-educado....o que não era nosso caso, lógico!!!

Pois bem, lá pelas tantas, após muito vinho e whisky (eu fiquei no meu velho e bom refrigerante, como sempre), enquanto circulava entre o bar e a mesa, Ainho esbarra sem querer num baixinho. Podem acreditar, foi de fato sem querer!! Pediu desculpas, e o cara foi pra pista de dança(nem era uma pista), pois estava sem mesa. Ow esbarrão perigooooooso. Passados 10, 15 minutos, esse mesmo carinha veio até a nossa mesa e colocou o seu copo. Ainho, muito educamente, com seu jeito, claro, pediu que ele retirasse - "Mestre, dá pra você tirar esse copo daí?" E, num piscar de olhos, estava o maior quebra-pau em que eu já estive envolvida. Sim, queridos e queridas, euzinha, sempre pacífica, sempre bem-educada, chamada respeitosamente por muitos, de Dona Núbia, rolei pra dentro da confusão!


E não poderia ser de outro jeito.  Meu amado, adorado, salve salve amém brasil, estava bem "alto", os dois jogadores que estavam com as esposas, não eram muito bons de briga.  E, vamos ser sinceros, mesmo que não estivesse "alto", meu amor nunca foi bom de briga (sempre foi muito bom de argumento).  E por fim, o jogador que nos levou até esse maldito lugar, esse sim sabia trocar uns bons socos, no momento havia saído.
Agora, vê se você consegue imaginar a cena:   uma das esposas, escondeu-se atrás do balcão, a outra embaixo de uma mesa. E eu, muito chic, numa calça de couro preta, botas de salto alto(pense numa figura  ridícula. Pensou? eu tava pior!!!!), ao ver meu marido deitado no chão, após levar socos, pontapés, voadoras, etc, etc, fiquei de pé sobre ele, tentando protegê-lo.  E o tal carinha que falei, o tal baixinho, lembram? Era um lutador de artes marciais.  Estava com um grupo de mais ou menos 5 caras. E era ele que tava detonando todo mundo....

Gente, eu levei um pontapé, um soco, ou sei lá o que foi, na cabeça, que o sangue jorrou!!! Mas não arredei pé da minha "posição estratégica". Gritava, pedia que parassem, e nada....
Nem sei quanto tempo durou esse inferno, até que o jogador bom de briga, retornou junto com outro brasileiro, que era segurança de uma boate próxima, e nos salvou.
Saímos da boate. Mas, o terror ainda não havia acabado: o subsolo estava trancado com uma grade com cadeado! Então, tivemos que dar a volta, passando em frente a fatídica boate, e conseguimos encontrar outra saída. Affffff que alivio!!

Voltamos. Apenas eu com a cabeça lascada. Não riam de mim, por favor....E as pessoas peocupadas, porque queriam me levar ao hospital, e tal, e Ainho, do alto da sua bebedeira, diz o que?
- Não se preocupem, ela tá acostumada com isso!! 


E eu, cá com meus botões:
- Acostumada com isso? Como assim??

Mas continuei calada, fazendo pressão no corte, com um casaco que alguém me deu.
Apesar de tudo, chegamos no hotel, pegamos as crianças, nos despedimos do pessoal, e fomos pra nossa casa. Lá chegando, tomei banho, peguei gelo pra colocar na minha cabeça, e um bife pra colocar no olho dele. Afinal de contas, ele teria que trabalhar no dia seguinte.

Bem, essa foi a única briga que participei em toda a minha vida.....

Ah, ia esquecendo de contar. Anos e anos depois, aqui no Brasil, uma grande amiga veio me perguntar sobre essa tal confusão.  Porque o marido contou pra ela de uma tal briga, em que Maurício havia me defendido em Portugal. Pode?kkkkkkkkkkkkkkk

Meu marido era uma figura mesmo.........

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...